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Todos os serviços realizados pela Geoanalisys utilizam métodos não destrutivos de levantamentos geofísicos, através de medidas realizadas na superfície do terreno para obter informações sobre as características e o comportamento dos materiais do subsolo.

Para cada problema técnico que se apresenta, existem as “ferramentas” geofísicas mais adequadas para proporcionar as melhores soluções. A Geoanalisys utiliza essas ferramentas de maneira integrada empregando as metodologias mais convenientes para obter os melhores resultados nas análises do subsolo, conforme a finalidade do projeto.

GPR – Georadar

O GPR é um método eletromagnético que emprega ondas de rádio entre 10 e 1000 MHz, para localizar estruturas e feições geológicas rasas (até 10 metros). A metodologia consiste em obter uma imagem de alta resolução através da emissão de um curto pulso de alta frequência para gerar ondas eletromagnéticas que são radiadas para a subsuperfície por uma antena transmissora colocada na superfície.
A propagação do sinal depende da frequência do sinal transmitido e das propriedades elétricas dos materiais, no caso, condutividade elétrica e permissividade dielétrica, que variam principalmente com o conteúdo de água no solo (PORSANI, 1999). A mudança nas propriedades elétricas em subsuperfície faz com que parte do sinal seja refletido. As ondas refletidas e difratadas em diferentes interfaces são recebidas por uma antena receptora colocada na superfície do terreno. O resultado final é uma imagem de alta resolução que permite identificar as diversas interfaces presentes no local.
Os dados GPR são adquiridos na forma de perfis de reflexão com afastamento constante e na forma de sondagens de velocidade do tipo Wide Angle Reflection and Refraction – WARR.

Tomografia Elétrica – Caminhamento Elétrico – Imageamento Elétrico

A tomografia elétrica ou caminhamento elétrico ou imageamento elétrico, como são chamadas as sondagens geo-elétricas multipolares, podem ser aplicadas para obter informações de maiores profundidades, acima de 10,0 metros até 100,0 metros. A profundidade de investigação vai depender do espaçamento e dos níveis de medida que forem realizados. Com esta técnica obtêm-se seções verticais contínuas que permitem visualizar as descontinuidades presentes no subsolo. Através das seções de caminhamento elétrico podemos identificar estruturas geológicas existentes, tais como falhas e fraturas, a existência de cavidades, a presença do topo rochoso, e outras anomalias relativas ao meio investigado.

Sondagem Elétrica Vertical – SEV

A sondagem elétrica vertical é uma investigação pontual realizada por meio de quatro eletrodos alinhados simetricamente em relação a um ponto central. Ela inicia com uma pequena distância entre os eletrodos (dois metros) que vão sendo afastados simetricamente nesse alinhamento. A medida que a distância entre os eletrodos aumenta, cresce a profundidade de investigação no ponto central, podendo chegar a centenas de metros. Os dados das sondagens elétricas verticais, depois de registrados em gráficos da distancia dos eletrodos pela resistividade dos materiais pelos quais as correntes elétrica passaram apresentam uma curva à qual associamos uma coluna geo-elétrica, ou seja uma coluna vertical com as variações da resistividade em função da profundidade. A coluna geo-elétrica assim obtida é correlacionada com as camadas em sub-superfície, permitindo obter informações sobre as os limites das camadas horizontais, a presença do topo rochoso, em alguns casos a presença do nível d’água, entre outros.

Magnetometria

A magnetometria é um método de campo natural que mede as variações do campo magnético da Terra. Quando o campo magnético apresenta medidas fora do padrão, elas estão associadas às variações na susceptibilidade magnética das rochas ou das associações entre os minerais que as compõem, apresentado assim o que chamamos de anomalias magnéticas. O mapeamento das anomalias magnéticas dentro de uma área permite individualizar corpos rochosos ou estruturas associadas às mineralizações, principalmente a minérios ferrosos.

Sísmica

Através de medidas das velocidades de propagação das ondas de choque nas interfaces entre as camadas que compõem o subsolo, são produzidas seções verticais contínuas que permitem visualizar as descontinuidades presentes. Através das seções sísmicas podemos identificar inúmeras feições em subsuperficie a grandes profundidades.

Potencial Espontâneo

Os potenciais espontâneos são potenciais naturais existentes no subsolo, originados pelas atividades eletroquímicas ou mecânicas dos fluídos em subsuperfície. O principio do método baseia-se no fato de que podemos medir uma diferença de potencial entre dois eletrodos fixados no terreno, mesmo na ausência de qualquer campo elétrico criado artificialmente. A água subterrânea é o agente mais importante no mecanismo de geração de SP.

Os potenciais podem estar associados à presença de corpos metálicos, contatos entre rochas de diferentes propriedades elétricas, atividade bioelétrica de materiais orgânicos, corrosão, gradientes térmicos e de pressão nos fluidos de subsuperfície. Em se tratando de prospecção mineral, as anomalias SP são relacionadas à presença de corpos de sulfetos maciços que se comportam como condutores. O fenômeno, neste caso, é explicado por reações eletroquímicas na interface corpo/rocha encaixante nos níveis acima e abaixo do nível freático.

O método do potencial espontâneo em casos ambientais ou de engenharia, tem sua principal aplicação no estudo dos movimentos da água em subsuperfície.

Polarização Induzida

Na natureza existem poucos minerais metálicos que conduzem eletricidade da mesma maneira que a maioria dos metais. Tais minerais são, em sua maioria, sulfetos, poucos óxidos e uma forma condutiva de carbono denominada grafita.

O fenômeno elétrico denominado polarização induzida (IP) ocorre quando estes minerais metálicos estão presentes nas rochas em sub-superficie e interagem com os fluxos iônicos de corrente.

No domínio do tempo, aplicamos no sub-solo uma corrente elétrica contínua pulsante e periódica. Quando essa corrente é interrompida, os íons, ao retornarem para suas posições originais, provocam o efeito de polarização induzida, detectado pelo decréscimo da voltagem. A detecção e medida dessa resposta, conhecida na literatura geofísica como curva de decaimento ou transiente, indicará a presença de material polarizável no sub-solo. Este efeito diminui com o aumento da porosidade, já que neste caso há mais caminhos alternativos para a condução iônica que é mais eficiente.

Entre as aplicações desta metodologia estão a pesquisa de ouro disseminado, pelas associações minerais, principalmente sulfetos, depósitos de grafita e estudos ambientais.

TDEM

Método TDEM (Método Eletromagnético Domínio de Tempo) surgiu em meados dos anos 80 da necessidade de investigar alvos em profundidade em locais de baixa resistividade, uma vez que outros métodos não eram capazes de realizar essas investigações com boa resolução.

A utilização do método TDEM ao longo do tempo se mostrou confiável, uma vez que a interpretação dos dados e as informações geológicas obtidas são precisas.

Empregamos com sucesso no método TDEM na exploração mineral pois tem uma grande capacidade de penetração e resolução, em hidrogeologia, estudos geotérmicos, estudos ambientais, etc.

Magnetotelúrico (MT)

O método magnetotelúrico (MT) tem como objetivo mapear a distribuição da resistividade elétrica das rochas de subsuperfície, através da medida das variações temporais das componentes horizontais dos campos elétrico e magnético naturais sobre a superfície da Terra.

A distribuição da resistividade elétrica das rochas na subsuperfície está relacionada com vários parâmetros físicos e estruturais, tais como: porosidade, permeabilidade, salinidade, pressão e temperatura.

Faixa de freqüências típicas:

  • AMT (audiomagnetotelúrica): 10 Hz – 100 KHz
  • MT (banda larga) – 1000 Hz – 0.001Hz
  • MT (longo período) – 1 Hz – 0.000025 Hz

Aplicações:

  • Arcabouço de bacias;
  • Estruturas profundas da crosta, manto e litosfera;
  • Estudos geotermais
  • Água subterrânea;
  • Petróleo e gás;
  • Depósitos minerais;
  • Estudos ambientais.

Vantagens:

  • Grande profundidade de penetração (até 10 Km),
  • Obtém informações em áreas onde o sinal sísmico é pobre.
  • Equipamento leve e portátil, não necessita transmissor,
  • Resolução superior a outros métodos,
  • Técnicas de interpretação rápidas e bem desenvolvidas,
  • Praticamente não provoca impacto ambiental,
  • Medidas podem ser feitas em praticamente qualquer lugar.